"Viva de maneira que sua presença não seja notada, mas que sua ausência seja sentida."
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Tudo que é seu encontrará alguma maneira de chegar até você.
Não é o amor que sustenta o relacionamento. é o modo de se relacionar que sustenta o amor
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Aprendendo a demarcar territórios com aves de rapina
Usufruindo do privilégio de poder realizar a escolha pessoal e familiar por um "tempo de nada fazer", me peguei nesses tempos de "parada" olhando as aves do céu, como tão sabiamente nos orientou Jesus.
E lá em cima, planava um casal de gaviões, grandes predadores de sapos, roedores, pequenos macacos e outros rastejantes que pudessem alimentá-los e à sua prole recém-nascida.
Em sua obstinação por "territorializar" as copas das árvores mais altas e ali, construir, com relativa segurança, seu ninho, percebi movimentos que muito têm a nos ensinar. Eles eram firmes na demarcação do que queriam para si, de suas necessidades e não se poupavam a atacar até aos humanos adultos, bem maiores que eles, que viessem ameaçar a integridade de seus filhotes.
Algumas lições que me chegaram: os gaviões conheciam a sua espécie, eram conectados com o ciclo da vida e numa "conduta de apetência" (como dizem os Etólogos, estudiosos que estudam o comportamento comparado do animal e do homem), não só por um instinto ou impulso, eles montam estratégias para manterem a reprodução de sua espécie, ofertando para si e seus filhotes tudo o que for necessário para isso.
Pensei na nossa dificuldade social em sermos conectados com o ciclo da vida: como nos deixamos levar por um consumo que nos adoece, como por exemplo, tomar certas bebidas que trarão "a felicidade", que vem escrita na lata ou garrafa? Quando pesquisas médicas realizadas sobre elas constatam as múltiplas enfermidades que seu consumo, ao longo de uma vida, traz e trará a nós e a nossos filhos. Pensei ainda em como vivemos e ensinamos nossos filhos a viver uma vida sem limites, sem horários, sem qualidade, e somente regida por aquilo que "me dê prazer". Como nos mantemos alheios às dores sociais que nos cercam, promovendo ações irresponsáveis de extermínio, violências e de banalização à vida do outro. Tudo isso promove mortes, adoecimentos, sofrimentos e compromete a nossa espécie.
Eles, os gaviões, se mantinham atentos e vigilantes às prováveis formas de ameaça a eles e à sua prole. Neste ponto, me peguei mais impactada: como "estar atentos" às ameaças que podem destruir a nós mesmos e à nossa espécie, quando mantemos, constantemente, nossos olhos "vidrados" nas redes sociais, nas intermináveis postagens de fotos "sempre felizes", que "temos que enviar" para nossa legião de seguidores? Ensinamos nossos bebês a manejarem os teclados de aparelhos eletrônicos com muita perícia e atenção e com isso, dentre outras coisas, os privamos de olhar o mundo, de brincar de roda, de esconde-esconde real, com o amiguinho, vizinho, de aprender sobre a realidade que está posta fora da tela virtual: com suas belezas, feiuras, injustiças, perigos e necessidades.
Fica lançado o desafio dos gaviões: ou nos tornamos mais atentos ao nosso mundo real, aos perigos e às necessidades reais que nos envolvem, ou seremos de maneira brutal e lenta, dizimados, seja no mundo das espécies, seja no mundo das relações ou das emoções.
E lá em cima, planava um casal de gaviões, grandes predadores de sapos, roedores, pequenos macacos e outros rastejantes que pudessem alimentá-los e à sua prole recém-nascida.
Em sua obstinação por "territorializar" as copas das árvores mais altas e ali, construir, com relativa segurança, seu ninho, percebi movimentos que muito têm a nos ensinar. Eles eram firmes na demarcação do que queriam para si, de suas necessidades e não se poupavam a atacar até aos humanos adultos, bem maiores que eles, que viessem ameaçar a integridade de seus filhotes.
Algumas lições que me chegaram: os gaviões conheciam a sua espécie, eram conectados com o ciclo da vida e numa "conduta de apetência" (como dizem os Etólogos, estudiosos que estudam o comportamento comparado do animal e do homem), não só por um instinto ou impulso, eles montam estratégias para manterem a reprodução de sua espécie, ofertando para si e seus filhotes tudo o que for necessário para isso.
Pensei na nossa dificuldade social em sermos conectados com o ciclo da vida: como nos deixamos levar por um consumo que nos adoece, como por exemplo, tomar certas bebidas que trarão "a felicidade", que vem escrita na lata ou garrafa? Quando pesquisas médicas realizadas sobre elas constatam as múltiplas enfermidades que seu consumo, ao longo de uma vida, traz e trará a nós e a nossos filhos. Pensei ainda em como vivemos e ensinamos nossos filhos a viver uma vida sem limites, sem horários, sem qualidade, e somente regida por aquilo que "me dê prazer". Como nos mantemos alheios às dores sociais que nos cercam, promovendo ações irresponsáveis de extermínio, violências e de banalização à vida do outro. Tudo isso promove mortes, adoecimentos, sofrimentos e compromete a nossa espécie.
Eles, os gaviões, se mantinham atentos e vigilantes às prováveis formas de ameaça a eles e à sua prole. Neste ponto, me peguei mais impactada: como "estar atentos" às ameaças que podem destruir a nós mesmos e à nossa espécie, quando mantemos, constantemente, nossos olhos "vidrados" nas redes sociais, nas intermináveis postagens de fotos "sempre felizes", que "temos que enviar" para nossa legião de seguidores? Ensinamos nossos bebês a manejarem os teclados de aparelhos eletrônicos com muita perícia e atenção e com isso, dentre outras coisas, os privamos de olhar o mundo, de brincar de roda, de esconde-esconde real, com o amiguinho, vizinho, de aprender sobre a realidade que está posta fora da tela virtual: com suas belezas, feiuras, injustiças, perigos e necessidades.
Fica lançado o desafio dos gaviões: ou nos tornamos mais atentos ao nosso mundo real, aos perigos e às necessidades reais que nos envolvem, ou seremos de maneira brutal e lenta, dizimados, seja no mundo das espécies, seja no mundo das relações ou das emoções.
vale a pena ler...........
| Embora as pessoas reclamem com imensa frequência daquilo que não possuem, existe outra questão que merece toda a nossa atenção: aquilo que possuímos em excesso. Aliás, os excessos costumam ser mais prejudiciais que as faltas, mas demoram mais para serem percebidos. As faltas nós notamos imediatamente, os excessos só quando despertam a nossa consciência. Comemos em excesso (observe você mesmo), trabalhamos em excesso (anda cansado, não é?), guardamos coisas em excesso (dê uma olhada em suas gavetas), nos importamos em excesso com a opinião dos outros... |
Há um excesso de preocupações e acúmulo de “gorduras” em diversas áreas de nossas vidas.
Em geral, possuímos mais do que necessitamos para ser feliz, mas continuamos insistindo na desculpa de que não somos felizes porque nos falta alguma coisa. E de fato falta: falta assumirmos um estilo de vida mais franco, sincero e liberto.
Tudo o que temos em excesso demanda tempo e energia para ser administrado. Roupas demais, CDs demais, bagunça demais, lembranças demais (fique com as que valem a pena, pelo aprendizado ou felicidade que trouxeram), compromissos demais, pressa demais.
Todos nos beneficiaremos com a prática de determinado nível de minimalismo (sem excessos, porque isso também pode ser demais). Podemos reinventar nossa maneira de viver para viver com o necessário. Não precisa ser o mínimo necessário, pode haver algumas sobras, mas sem os exageros de costume.
Viver melhor com menos. Isso traz uma sensação de leveza e felicidade tão maravilhosa que todos devemos, ao menos, experimentar. Na melhor das hipóteses, aprendemos e adotamos um novo estilo de vida.
Quem está em processo de mudança, reconhece rápido o quanto acumulou de coisas em excesso, e aprende que pode viver tão bem, ou melhor, com muito menos!
Se vamos acampar, somos felizes apenas com uma mochila...
Liberte-se dos excessos de todo o tipo: excesso de informação (aliás, muita coisa é só ruído, nem mereceria sua atenção); excesso de produtos e serviços (consumismo é uma válvula de escape para não olharmos para nossa própria existência e para o vazio que buscamos inutilmente preencher com compras); excesso de relacionamentos (nem todos valem a pena, não é verdade?). Viva mais com menos, experimente algum nível de minimalismo. Permita-se sentir-se livre dos acúmulos e excessos.
Nada é mais gratificante que a liberdade, a sensação de que você se basta sem precisar de um arsenal de coisas, sons e cores a seu redor. Dedique-se a experimentar essa libertadora sensação. Quem sabe viver com pouco, sempre saberá viver em quaisquer situações, mas aqueles que só sabem viver com muito, nas mínimas provações e ausências sofrem e se desesperam. Esses últimos se confundiram com seus excessos... e na falta deles, não se reconhecem.
Nunca sabemos se viveremos com o que temos, com mais ou menos no dia de amanhã, mas se aprendermos a viver com o que é essencial, viveremos sempre bem.
Todo excesso é energia acumulada em local inapropriado, estagnando o fluxo da vida. Excesso de excessos corresponde à falta de si mesmo. E se o que te falta é você, nada poderá preencher esse vazio...
Em geral, possuímos mais do que necessitamos para ser feliz, mas continuamos insistindo na desculpa de que não somos felizes porque nos falta alguma coisa. E de fato falta: falta assumirmos um estilo de vida mais franco, sincero e liberto.
Tudo o que temos em excesso demanda tempo e energia para ser administrado. Roupas demais, CDs demais, bagunça demais, lembranças demais (fique com as que valem a pena, pelo aprendizado ou felicidade que trouxeram), compromissos demais, pressa demais.
Todos nos beneficiaremos com a prática de determinado nível de minimalismo (sem excessos, porque isso também pode ser demais). Podemos reinventar nossa maneira de viver para viver com o necessário. Não precisa ser o mínimo necessário, pode haver algumas sobras, mas sem os exageros de costume.
Viver melhor com menos. Isso traz uma sensação de leveza e felicidade tão maravilhosa que todos devemos, ao menos, experimentar. Na melhor das hipóteses, aprendemos e adotamos um novo estilo de vida.
Quem está em processo de mudança, reconhece rápido o quanto acumulou de coisas em excesso, e aprende que pode viver tão bem, ou melhor, com muito menos!
Se vamos acampar, somos felizes apenas com uma mochila...
Liberte-se dos excessos de todo o tipo: excesso de informação (aliás, muita coisa é só ruído, nem mereceria sua atenção); excesso de produtos e serviços (consumismo é uma válvula de escape para não olharmos para nossa própria existência e para o vazio que buscamos inutilmente preencher com compras); excesso de relacionamentos (nem todos valem a pena, não é verdade?). Viva mais com menos, experimente algum nível de minimalismo. Permita-se sentir-se livre dos acúmulos e excessos.
Nada é mais gratificante que a liberdade, a sensação de que você se basta sem precisar de um arsenal de coisas, sons e cores a seu redor. Dedique-se a experimentar essa libertadora sensação. Quem sabe viver com pouco, sempre saberá viver em quaisquer situações, mas aqueles que só sabem viver com muito, nas mínimas provações e ausências sofrem e se desesperam. Esses últimos se confundiram com seus excessos... e na falta deles, não se reconhecem.
Nunca sabemos se viveremos com o que temos, com mais ou menos no dia de amanhã, mas se aprendermos a viver com o que é essencial, viveremos sempre bem.
Todo excesso é energia acumulada em local inapropriado, estagnando o fluxo da vida. Excesso de excessos corresponde à falta de si mesmo. E se o que te falta é você, nada poderá preencher esse vazio...
Anette Lewin
| Uma relação afetiva saudável é aquela onde existe um vínculo que se renova constantemente. Embora o jogo de poder possa fazer parte da relação amorosa, com maior ou menor intensidade, o ideal é que esse poder se reveze. |
Como num jogo de futebol, onde ora a "bola"está de um lado, ora está do outro.
Na codependência os papéis geralmente são fixos. Existe um que parece depender sempre do outro, e outro que parece dominar eternamente a relação. Digo "parece" pois, na verdade, nesse tipo de jogo tanto o dominado quanto o dominador não são livres, são interdependentes. Um precisa do outro para poder exercer sua função. Sua única função.
Esse tipo de relacionamento, em geral, trava a relação afetiva e não permite que haja um aprofundamento do vínculo. O casal vive afirmando que não gosta de se relacionar dessa forma, mas nenhum dos dois consegue mudar. E, muito frequentemente, quando acontece a separação do casal, não é raro que estabeleçam novas parcerias de dependência, ora mantendo os mesmos papéis, ora invertendo-os.
Para que haja uma mudança no comportamento do casal em geral uma terapia se faz necessária. Isso porque a autoestima de ambos vai se prejudicando, a relação vai sugando cada vez mais a energia dos envolvidos e, quando há filhos, a atenção que deveria ser dirigida a eles acaba sendo sugada por esse circulo vicioso.
A codependência amorosa é um vício como tantos outros. E trabalhar com vícios não é um trabalho fácil. Às vezes o casal só consegue pedir ajuda quando já chegou ao fundo do poço.
Na codependência os papéis geralmente são fixos. Existe um que parece depender sempre do outro, e outro que parece dominar eternamente a relação. Digo "parece" pois, na verdade, nesse tipo de jogo tanto o dominado quanto o dominador não são livres, são interdependentes. Um precisa do outro para poder exercer sua função. Sua única função.
Esse tipo de relacionamento, em geral, trava a relação afetiva e não permite que haja um aprofundamento do vínculo. O casal vive afirmando que não gosta de se relacionar dessa forma, mas nenhum dos dois consegue mudar. E, muito frequentemente, quando acontece a separação do casal, não é raro que estabeleçam novas parcerias de dependência, ora mantendo os mesmos papéis, ora invertendo-os.
Para que haja uma mudança no comportamento do casal em geral uma terapia se faz necessária. Isso porque a autoestima de ambos vai se prejudicando, a relação vai sugando cada vez mais a energia dos envolvidos e, quando há filhos, a atenção que deveria ser dirigida a eles acaba sendo sugada por esse circulo vicioso.
A codependência amorosa é um vício como tantos outros. E trabalhar com vícios não é um trabalho fácil. Às vezes o casal só consegue pedir ajuda quando já chegou ao fundo do poço.
Viver com quem se ama não é apenas uma oportunidade de conhecer o outro, mas é a maior chance de entrar em contato consigo mesmo"
Conviver com alguém que amamos é o mesmo que comprar um imenso espelho da alma, no qual, cada um de nossos movimentos é mostrado, sem a mínima piedade. E, é aí que começa o inferno... Ao invés de encarar a verdade e de ver a imagem temida do verdadeiro “eu”, tenta-se quebrar o “espelho”. Como? Fugindo da intimidade, culpando o outro, não assumindo as próprias responsabilidades e desacreditando o amor.
Viver com quem se ama não é apenas uma oportunidade de conhecer o outro, mas é a maior chance de entrar em contato consigo mesmo. Apenas quando nos vemos é que percebemos o medo de nós mesmos e nos aceitamos como realmente somos. Começamos, então, a nos capacitar para o amor.
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