Você sabe por quê o mar
é tão grande? Tão imenso? Tão poderoso?
É porque foi humilde o
bastante para colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se
grande. Se quisesse ser o primeiro, se quisesse ficar acima de todos os rios,
não seria mar, seria uma ilha. E certamente estaria isolado.
A pessoa humilde
respeita aqueles que lhe são superiores e trata de aprender algo com todos. A
orgulhosa resiste àqueles que lhe são superiores e trata de pôr-lhes
defeitos.
O humilde sempre faz algo
mais, além da sua obrigação. O orgulhoso não colabora, e sempre diz: "eu faço o
meu trabalho".
Uma pessoa humilde diz: "deve
haver uma maneira melhor para fazer isto, e eu vou descobrir". A pessoa
orgulhosa afirma: "sempre fiz assim e não vou mudar meu estilo".
A pessoa humilde compartilha
suas experiências com colegas e amigos, o orgulhoso as guarda para si mesmo,
porque teme a concorrência.
A pessoa orgulhosa não aceita
críticas, a humilde está sempre disposta a ouvir todas as opiniões e a reter as
melhores.
Quem é humilde cresce sempre,
quem é orgulhoso fica estagnado, iludido na falsa posição de
superioridade.
O orgulhoso se diz céptico,
por achar que não pode haver nada no universo que ele desconheça, o humilde
reverencia ao criador, todos os dias, porque sabe que há muitas verdades que
ainda desconhece.
Uma pessoa humilde defende as
ideias que julga nobres, sem se importar de quem elas venham. A pessoa orgulhosa
defende sempre suas ideias, não porque acredite nelas, mas porque são
suas.
Enfim, como se pode perceber,
o orgulho é grilhão que impede a evolução das criaturas, a humildade é chave que
abre as portas da perfeição.
......................
"Viva de maneira que sua presença não seja notada, mas que sua ausência seja sentida."
domingo, 9 de novembro de 2014
Não existem coincidências, tudo que existe é o destino te mostrando o caminho. Falta você aceitar.
"A
boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do
tempo..."
Chegou
a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria
debaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos.
Uma
batalha interna hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta pra
controlar a supermãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje
absolutamente clara. Se eu fiz o trabalho direito, tenho que me tornar
desnecessária.
Antes
que alguma mãe apressada venha me acusar de desamor, preciso explicar o que
significa isso. Ser "desnecessária" é não deixar que o amor incondicional de
mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma
droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e
independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas
frustrações e cometer os próprios erros também.
A
cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical... A cada nova
fase, uma nova perda e um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.
Porque
o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não para de se
transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos,
constituem a própria família e recomeça o ciclo.
O
que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na
divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o
abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. Esse é o maior desafio e a
principal missão.
Ao
aprendermos a ser "desnecessários", nos transformamos em porto seguro para
quando eles decidirem atracar.
Texto de Marcia Neder
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